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Fotos na Escola Vovó Brasília, em Rio Branco do Sul


Michelle contando histórias

Michelle contando histórias

 

Assista um pouco de nossa Contação de Histórias

Veja aqui alguns momentos do projeto “Histórias à Brasileira”

Histórias à Brasileira – saiba mais sobre o projeto

“Eu sozinho menino entre mangueiras

  Lia a história de Robinson Crusoé.

  Comprida história que não acaba mais.

  (…)

  Lá longe, meu pai campeava

  No mato sem fim da fazenda.

  E eu não sabia que minha história

  era mais bonita que a de Robinson Crusoé.”

 

  Carlos Drummond de Andrade –   Infância

 

O projeto “Histórias à Brasileira” propõe a realização de 72 (setenta e duas) espetáculos gratuitos de contação de histórias, com duração de 01 (uma) hora cada, e de 03 (três) oficinas literárias gratuitas, para educadores, com duração de 04 (quatro) horas cada. Estas ações serão realizadas em 03 (três) municípios integrantes dos Territórios da Cidadania, divididas da seguinte forma:

– No Município de Cerro Azul (PR): 24 espetáculos de contação de histórias e 01 oficina literária.

– No Município de Rio Branco do Sul (PR): 24 espetáculos de contação de histórias e 01 oficina literária.

– No Município de Itaperuçu (PR): 24 espetáculos de contação de histórias e 01 oficina literária.

Todas as sessões de contação de histórias serão realizadas em escolas das redes públicas municipais de ensino, beneficiando alunos do ensino fundamental (1° ao 9° ano). Cada sessão será realizada para até 50 (cinqüenta) crianças, totalizando um público de até 3.600 (três mil e seiscentos) crianças participantes.

As 03 (três) oficinas literárias para educadores serão distribuídas uma para cada município visitado. Cada oficina será aberta para até 80 educadores da rede pública municipal de ensino, totalizando até 240 educadores beneficiados.

No foco desta iniciativa está a relação entre Oralidade, Literatura e Incentivo à Leitura. As sessões de contação de histórias apresentarão um repertório composto por contos da tradição oral brasileira. Este maravilhoso e riquíssimo repertório do folclore e da oralidade popular é uma porta de entrada privilegiada para o universo da literatura escrita. Grandes autores brasileiros – como Ana Maria Machado, Figueiredo Pimentel, Ricardo Azevedo, Monteiro Lobato, etc. – já lançaram coletâneas de recontos populares brasileiros, obtendo enorme sucesso. Outros, como Guimarães Rosa e Ariano Suassuna, escreveram contos apoiados em estruturas e personagens da tradição oral. Muitos contos da tradição oral popular também foram coletados por folcloristas como Câmara Cascudo, Mário de Andrade, Silvio Romero e Franklin Cascaes. No Brasil, estas publicações edificaram a ponte entre a literatura oral e os livros, e é por esta ponte que desejamos transitar e servir de guias para os alunos e educadores que sejam beneficiados pelo projeto.

Cada sessão de contação de histórias será composta por uma seleção de contos que fazem parte da tradição oral brasileira. Os contos serão escolhidos contemplando exemplares de matriz européia, de matriz africana e de matriz indígena, e também levando em conta a faixa etária do público. Ao final de cada sessão de contação de histórias, serão apresentados livros que trazem publicados recontos das histórias narradas, e também outras sugestões de leitura que contemplam o universo da literatura oral. Assim, cada sessão será uma oportunidade de fruição e deleite artístico, e também um estímulo para que o público busque dar seqüência a esta experiência através da leitura. Uma bibliografia com alguns dos livros que serão apresentados encontra-se no final deste texto.

Nossa intenção ao escolher esse repertório específico é que “as crianças de hoje descubram o fascínio de voltar muitas e muitas vezes a estas histórias incomparáveis, fruto da sabedoria popular acumulada em gerações de narradores anônimos que coletivamente foram criando esse fantástico patrimônio que nos coube de herança e não tem preço.” (Ana Maria Machado). Através dessas narrativas atemporais, tão prazerosas de ouvir e de ler, faz-se contato com o universo literário, que pode ser progressivamente ampliado, chegando às narrativas contemporâneas, cujos autores não são mais anônimos e sim escritores que desenvolveram seu estilo particular e único. Entre a construção coletiva e a particular, o ser humano pode caminhar, trilhando paralelamente os dois caminhos literários de que dispomos para nosso desenvolvimento pessoal.

Cada sessão de contação de histórias será apresentada para até 50 crianças. Com isso buscamos recriar o ambiente em que vêm sendo transmitidos esses contos: poucos ouvintes em torno de um narrador familiar, cuja proximidade corporal e afetiva proporciona uma abertura para a participação e criação coletiva. As histórias serão entrelaçadas com músicas executadas ao vivo e com a recitação de adivinhas e quadrinhas populares.

As oficinas literárias para educadores terão como objetivo estimular professores, bibliotecários e funcionários das redes municipais de ensino a serem agentes de estímulo à leitura. O foco da oficina será a Literatura Infanto-Juvenil Brasileira. Com quatro horas de duração, a oficina inicialmente apresentará um painel histórico sobre a literatura infanto-juvenil brasileira, ilustrado por uma coleção de cento e cinqüenta livros. Então, estes livros serão usados em atividades práticas durante a oficina, que terão dois objetivos: primeiro, aproximar o educador da produção literária infanto-juvenil brasileira; e segundo, ajudar os educadores a planejarem ações de incentivo à leitura.